ATUALIZAÇÃO 27/11/2015: Recentemente, eu vi na página do Campus France que as candidaturas às formações em universidades francesas (Licence, Master etc.) serão feitas em uma nova plataforma a partir deste ano (para o ano letivo 2016/2017), chamada Études en France. Não entrei na plataforma, mas pelo que vi, ela me parece estar mais simples e mais intuitiva.
Você pode encontrar as novas orientações aqui, nesta página do próprio Campus France. Desta vez, eles fizeram uma página mais simples e não um Guia de Orientação como nos outros anos. O procedimento continua o mesmo, isto é, preencher o formulário, registrar as candidaturas para as universidades escolhidas, pagar a taxa, fazer o teste de francês e a entrevista, mas a plataforma Campus France, onde tudo isso é feito, foi modernizada. O que pude pegar da nova página de orientações é que o formulário também continua muito parecido com o antigo, então as orientações que dei aqui no blog ainda são válidas. Para não haver confusão, estou atualizando todos os posts sobre o procedimento Campus France com uma observação, pois nem tudo pode estar mais exatamente como descrevi.
Aí você já preencheu o formulário Campus France, já anexou o documentos e suas traduções juramentadas, validou o formulário, fez o TCF e pagou aquela doce taxa de 335 reais. Hora de quê? Agendar sua
entrevista. Você segue as instruções do Campus France e um diretor ou diretora de uma unidade da Aliança Francesa razoavelmente próxima de você te envia um e-mail tipo na sexta à noite marcando uma entrevista para segunda de manhã. Comigo foi isso que aconteceu. E eu tinha pedido no e-mail para que não agendassem na segunda e nem na sexta por conta do meu trabalho, e agendaram obviamente para segunda. Deve ter sido um teste para saberem o quanto aquela candidatura era importante para mim. Mas eu fui. Ha!
A realidade sobre esta entrevista é a seguinte:
ela é a entrevista pré-consular disfarçada. No Campus France dizem que faz parte do procedimento de candidatura e que depois dela seu dossiê fica visível para as universidades francesas. Tudo bem, mas podemos ver logo em seguida que quem realizou o procedimento Campus France fica dispensado da entrevista pré-consular quando dá entrada em seu visto. Quédizê.
E não é só por isso. As perguntas que a diretora ou diretor faz tem muita cara de consulado. No meu caso, foi a diretora da unidade Recreio. A entrevista estava marcada para as 11:30, mas eu cheguei 11:20 (graças à eficácia e rapidez do BRT) e ela já me atendeu de cara. Foi uma conversa de mais ou menos 20 minutos, mas para mim pareceram cinco, porque foi muito rápido.
Eu cheguei super tensa, com a chavinha do francês ligada no cérebro, sabendo que a entrevista seria em francês, e no começo a diretora só falou em português mesmo. Ela me pediu para ver os documentos que apresentei na candidatura, me pediu meus dados, e enfim começou a falar francês. Tudo muito descontraído, ela me tratando super bem, e eu pensando: ela vai querer baixar minha guarda e me pegar em algum descuido. Não, não cheguei a pensar isso, pelo menos não na hora. Aí ela foi me perguntando mais ou menos o que estava no formulário, por que escolher a França, o que vou estudar, quais os meus planos profissionais etc. Muito discretamente vieram algumas perguntas sobre quais seriam os meus meios de sobrevivência na França, onde eu ia morar, essas coisas. Bem a cara de consulado. E assim, rápido e indolor, terminou. 20 minutos, no máximo.
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| Por que a França e não outro lugar? Foto tirada por mim em 2011. |
A minha grande dica para a candidatura como um todo é: você está indo para a França estudar. Não exalte demais nos seus textos de motivação e nem na entrevista o quanto a França é linda e maravilhosa, o quanto você quer conhecer gente nova e coisas do tipo. Isso deve ser mencionado, com certeza, mas é preciso colocar em primeiro lugar suas razões acadêmicas para escolher o país. Como essa formação vai influenciar nos seus planos profissionais, porque a França e não outro lugar. E é preciso manter a coerência também, tomar cuidado para não se contradizer, e sempre aparentar estar (ou estar mesmo) seguro da sua decisão e nas suas respostas. Acho que isso faz toda diferença.
Enfim, o processo é esse. Terminada essa odisseia, começa outra.
O visto. Voltamos com ele após o break.